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domingo, 8 de agosto de 2021

ARGENTINA, DE LA RE.DE. A LA JU.HUM.

Dejando el infantilismo

y asumiendo el lugar que le corresponde a cada uno


En sintonía con el trato arbitrario y la designación infantil o eufemística de la realidad que el gobierno argentino tiene para con algunos temas -ya que “la desventura de los “izquierdistas” está en que no han observado la propia esencia del “momento actual”1- tan delicado y caro a los ciudadanos, podría decirse que mientras ha popularizado la DESPO y la ASPO2, el mismo ha mantenido una actitud Represiva de Derechos (RE.DE.), en vez de construir gobernanza y transformar la situación de la seguridad pública en un punto fuerte de la democratización del Estado, siendo Jurídicamente más Humanista (JU.HUM.).

Décadas de ostracismo y negación legal de reconocimiento, han llevado a la Argentina a un estado de corrupción, abuso y descuido de sus fuerzas de seguridad, como es poco visto en la región, sin embargo, todo esto podría haberse evitado hace mucho tiempo, simplemente con una actitud aperturista y democrática, la misma que le permitió superar los momentos más duros e indeseables allá por los ´80, simplemente reconociendo la calidad de humana de los Policías, por algún mecanismo legal o simplemente reconociéndolo ante la Corte Suprema de Justicia de la Nación3, el Estado podría haber evitado el actual caos institucional que vive.

No caben dudas de que el Estado y las Provincias tienen el poder de regular el derecho a organizarse y reclamar, que tienen los trabajadores del área de la seguridad pública, por el solo hecho de ser personas4, pero, como dijo Esteban Arriada, Técnico Superior en Seguridad Pública y Secretario General del Movimiento Policial Democrático, durante el webinario del GRUPO América Segura5, realizado el pasado miércoles 21 de julio, donde explicaba: “lo peor de ésta pandemia es que ha venido a dejar en evidencia las injusticias que los trabajadores policiales viven; sin los equipamientos necesario y sin los medios adecuados para el servicio, pero ahora también sin la protección de aislamiento y de cuidado propios de ésta pandemia, aún los Policías no han dejado de trabajar ni de intervenir […] los abusos institucionales, algunos gobernantes se los atribuyen únicamente al personal uniformado, pero ese personal uniformado, actuó bajo las ordenes y las directivas de los gobiernos de los Estados y la Justicia”.

Por otra parte, el mismo agrega que, “lamentablemente las instituciones que tratamos de representar los derechos de los trabajadores de la seguridad pública no somos escuchados, todo lo contrario, somos ignorados, con absoluta alevosía, y no se nos permite la construcción de un dialogo, entre quienes pensamos el ejercicio de los derechos dentro de las responsabilidad de los trabajadores y quienes deben hacer que el mando político se cumpla; entonces, esto permite que las ordenes abusivas de los jefes sean ejecutadas por parte de los trabajadores, pero, después quienes pagan las consecuencias son solo los trabajadores. Así, quedan a la intemperie y nadie se hace cargo de la orden que dictaminó,… siempre, los platos rotos de las malas decisiones y de la mala política, la pagan los trabajadores”.

Las próximas instancias electorales tiene para, una sociedad amedrentada, desganada y desmoralizada6, pero especialmente para los trabajadores de la seguridad pública, la virtud de generar un horizonte de expectativa y una luz de esperanza, tan necesaria como imprescindible, para seguir viviendo, creciendo y prosperando, soñando con un mejor día después; donde los trabajadores policiales puedan denunciar la corrupción, ser parte de los tribunales disciplinarios, y así con los gobiernos, construir ámbitos laborales más dignos, generando transformaciones necesarias y acordando salarios justos, que le permitan a todo el pueblo contar con el servicio de seguridad que se merece7, dejando de ser atendidos “con lo que sobra del poder”, porque no tiene para pagar una seguridad privada o porque el personal policial es insuficiente.

La clave es no perder la esperanza y saber que siempre se puede estar mejor, solo depende de que la voluntad del soberano sea sensible a una realidad que no cotiza en bolsa pero que es tan o más valiosa para la construcción democrática, el dialogo nacional y el respeto a los Derechos Humanos de todos los argentinos y argentinas de bien, que a diario arriesgan su integridad física y propia vida para salvaguardar la paz social.

Richar Enry Ferreira

sábado, 31 de julho de 2021

O DITADOR QUE TODO GOVERNANTE CARREGA DENTRO

Há um ano e meio o mundo tem mudado,

e os governantes brasileiros não tem sido alheios a isso

comercios fechados

Alguns têm sido medidos ou moderados na sua gestão da pandemia, mais outros têm exposto aos olhos de todos o que eles realmente são, mas tentaram esconder por anos com discursos falaciosos de democracia.

Abril de 2020, “pequeno comerciante é preso e humilhado por abrir loja na quarentena”1, março 2021 “Juiz alega que decreto municipal é inconstitucional e libera comerciante preso por abrir loja em Ribeirão”2, e por aí vai; uma quantidade imensa de pessoas tentando exercer o direito a trabalhar, tomando os cuidados que a situação exigia, mais ainda assim, o poder de governo o impedia fazendo uso da força, e não só em um Estado ou Município, os eventos foram se repetindo dia pós dia, cidade trás cidade.

Não sendo indiferentes a essa realidade, os próprios trabalhadores da segurança pública saíram a público com o intuito de fazer ouvir a sua voz, sem nenhum viés político, mais sim para salientar e recordar a verdadeira função das instituições policiais; com uma carta aberta a todos os Policiais e Bombeiros do Brasil que diz: “É fato notório que as autoridades de todos os entes políticos, em função do enfrentamento da pandemia instalada, estão editando atos normativos restritivos das liberdades e garantias individuais, por vezes contraditórios ou de constitucionalidade e legalidade duvidosa. Os irmãos de farda devem se acautelar no cumprimento das aludidas disposições normativas tendo sempre em linha de consideração os direitos e garantias individuais assegurados pela constituição e pelas normas aprovadas pelo Congresso Nacional”3, assim o assinalava a Associação Nacional de Entidades Beneficentes de Policiais e Bombeiros do Brasil em março de 2021 (ANERMB).

Em entrevista, realizada na passada quarta-feira 21 de julhio, por ocasião do primeiro webinario promovido pelo GRUPO América Segura, o Presidente da ANERMB, Leonel Lucas, Sargento da Policia Militar, com mais de trinta anos de experiência na corporação e Formado em Gestão Pública, expressou: “no inicio foi muito difícil, nos ficamos, como se disse, entre a cruz e a espada [...] fio muito difícil, muitas vezes teve confronto entre a população e a Policia Militar, no cumprimento de essas normas do isolamento [...] o problema maior foi de ter que fechar os comércios, aquilo que é o teu sustento, o bem da tua família, e muita gente perdeu o emprego. Aqui temos ao Presidente da República, Jair Bolsonaro, que dize que não era para fechar comércio, os Governadores e os Prefeitos diziam que tinha que fechar os comércios, agora, você imagina a uma parte da população achando que tem que abrir o comércio porque o Presidente diz que não tem que fechar, e a outra parte falando pra fechar os comércios, e aí a quem é que tu vai obedecer nessa hora?: ao Presidente da República, aos Governadores e os Prefeitos. Então, a briga ficou política e nos os Policiais Militares ficamos no meio dessa briga política, e a população também, ali junto, no inicio foi muito difícil”4, por isso fizemos essa carta em março, para todos os trabalhadores da classe ter cuidado com o abuso de autoridade.

"A briga ficou política

e nos os Policiais Militares

ficamos no meio

dessa briga política,

e a população também,

ali, junto, no inicio foi muito difícil”




A arbitrariedade desde os Poderes não tem sido só uma percepção dos trabalhadores da segurança pública, instituições, autoridades e pessoal da área jurídica do país tem advertido sobre tudo isso e das conseqüências legais que pode acarretar para a cidadania, já que: “Parafraseando uma fórmula clássica do debate jurídico, podemos afirmar que, diante da pandemia, o direito brasileiro tem servido tanto como escudo que protege os direitos humanos, como a espada que os ataca e ameaça, pois normas e decisões judiciais têm servido a ambos papéis”5. Então por uma parte, “O Estado fica autorizado a adotar medidas coercitivas nos limites da lei, que, em situação de normalidade, violariam os direitos do cidadão. Essas medidas estão expressamente previstas no artigo 136, parágrafo 1º, Incisos I e II, da Constituição Federal. São elas: restrições aos direitos (i) de reunião, ainda que exercido em associações […] Por óbvio, a restrição dos direitos deve estar finalisticamente atrelada aos resultados que se pretende buscar com a medida. O estado de defesa não é um cheque em branco para a restrição dos direitos fundamentais”6, e também tivemos ao “Ministro Fachin determina suspensão de operações policiais em comunidades do RJ durante pandemia”7, com os efeitos que isso tem trazido para a sociedade carioca.

A questão e que a maioria dos governantes tem esquecido que é preciso pensar nos e nas profissionais que atuam na primeira “linha de frente”, e que estão em uma posição de maior risco de contaminação, que podem pegar, mais também transmitir o vírus para suas famílias e amigos; em vez disso a classe política não discute sobre os impactos da pandemia nas vidas dessas pessoas e nos espaços de trabalho, nem de como tudo isso tem afetado a esse cidadãos: “Por exemplo, na polícia de Nova Iorque, epicentro da pandemia nos Estados Unidos, no início de abril quase 20% do seu efetivo estava em licença médica por conta do COVID-19 e até o momento 41 pessoas que trabalham na força policial morreram por conta da doença. Estes números são o prelúdio do impacto que o vírus pode causar nas forças de segurança brasileiras. A Segurança Pública é uma área de atuação governamental essencial para a sociedade e que ganha ainda mais relevância em momentos de crise como o que estamos vivendo”8.

Enquanto eles se procuram, como diz Octavio Paz: “Cada leitor busca algo no poema. E não é insólito que o encontre; já o trazia dentro si”; continuaremos observando e analisando a aplicação das políticas de segurança pública e o respeito a Constituição Federal.

Richar Enry Ferreira

1 - https://horanews.net/pequeno-comerciante-e-preso-e-humilhado-por-abrir-loja-na-quarentena/
2 - https://evidenciador.com.br/juiz-alega-que-decreto-municipal-e-inconstitucional-e-libera-comerciante-preso-por-abrir-loja-em-ribeirao/
3 - https://www.acspmbmgo.com.br/noticias/carta-aberta-da-anermb-a-todos-os-policiais-e-bombeiros-do-brasil.html
4 - https://open.spotify.com/episode/4nJ8DPmm5QDJtCzGbj9VQj?si=CK0499KJST2ZReQcE-IXmA&dl_branch=1 
5 - https://static.poder360.com.br/2021/01/boletim-direitos-na-pandemia.pdf
6 - https://www.conjur.com.br/2020-mar-24/embargado-opiniao-formas-manutencao-ordem-publica-tempos-pandemia
7 - http://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=444960&ori=1

segunda-feira, 26 de julho de 2021

RESTRIÇÕES DE DIREITOS EM PANDEMIA, DA PERSPECTIVA EMPÍRICA

Um tema que é de interesse para ter uma sociedade latino-americana segura

Restrições de deireitos

“Restrições de direitos no contexto da pandemia” foi tema de discussão de três referentes regionais em segurança pública: Leonel Lucas do Brasil, Formado em Gestão Pública, com mais de três décadas de experiência na Polícia Militar e líder nacional do entidades representativas da Polícia e Bombeiros Militares na ativa e aposentados do Brasil (ANERMB); Oscar Benavides do Chile, Magister em Sociologia, Gendarme por mais de trinta anos e dirigente sindical dos penitenciários e fiscais (ANFUP e ANEF); e Esteban Arriada, da Argentina, Técnico Superior em Segurança Pública, ex-policial e líder social do Movimento da Polícia Democrática (MPD).

O evento aconteceu na última quarta-feira, dia 21 de julho, por meio de um canal na web, enquadrado em uma série de palestras ou webinars, denominada "Sociedade Latino-Americana Segura", que ocorre por iniciativa do "GRUPO América Segura" e que continuará ocorrendo nos próximos meses e culminará com uma grande conferência de encerramento em novembro de 2021.

Essas reuniões têm como objetivo “gerar insumos para a análise, mensuração e projeção de políticas públicas e segurança cidadã para a América Latina e o Caribe” - conforme estabelecem os princípios do GRUPO-, para que os cidadãos possam passar de estar “informados” sobre a insegurança para conhecer em profundidade seu papel no discussão do tópico. No caso de Benavides, por exemplo, ele nos ilustrou sobre o esforço conjunto dos trabalhadores (Gendarmes), dos privados de liberdade e suas famílias, para prevenir o crescimento de infecções nas instalações prisionais, limitando as visitas voluntariamente e com consentimento, tem sido o que tem evitado confrontos e conflitos entre os trabalhadores e a população carcerária. Lucas, por sua vez, expôs a difícil situação que os policiais enfrentaram, impedindo a população de exercer seu direito ao trabalho, quando as autoridades do governo estadual ordenaram o fechamento de toda atividades comerciais, como forma de reduzir os índices de contágio. Enquanto isso, Arriada criticava muito a falta de insumos e condições adequadas para policiais e agentes penitenciários, que, como em outros países (como o Uruguai), tiveram que cuidar de si e principalmente de sua saúde e da família individualmente, sem nenhum tipo de apoio técnico ou de saúde do poder público em seus locais de trabalho ou em suas residências.

Da mesma forma, Benavides exigiu que as autoridades que dirigem as instituições de segurança - policiais ou penitenciárias - sejam mais humanas e respeitosas com os direitos de seu pessoal, citando como exemplo a condição de ex-dirigente sindical da ANFUP que teve o atual Diretor Nacional da Gendarmaria, refletindo que o mesmo poderia acontecer com os Carabineros, permitindo-lhes, assim, a organização e associação desses trabalhadores, de forma que a construção da governança da segurança pública seja realizada com a participação ativa dos próprios trabalhadores. 

Arriada destacou a importância de policiais e trabalhadores penitenciários terem uma organização sindical reconhecida pelo Estado, que lhes permita discutir conjuntamente salario e outras questões de dignidade do trabalho, já que há problemas que há anos são arrastados pelas forças de segurança, mas cada governo que passa insiste em ignorá-los, ignorá-los e seguir em frente sem reconhecer seus direitos de se organizar legalmente para discutir seus problemas.

Lucas, por sua vez, destacou o papel das entidades sociais representativas dos bombeiros e policiais militares, visto que elas têm sido moderadores de conflitos e interlocutores válidos perante os governos, ante o confronto que o Governo Federal tem com os Governos Estaduais e Municipais, os colocando em uma zona neutra e de fogo cruzado de nível político, mas os expôs juridica e legalmente a julgamentos e abusos de poder que excederam os poderes constitucionais das forças de segurança pública.

Representantes do GRUPO América Segura, anunciam que nos próximos dias os debates ou palestras via web abordarão temas de interesse geral e particular aos protagonistas que executam as políticas de segurança, como por exemplo: pensões e aposentadoria policiais, condições humanas de aposentados e suas famílias; suicídios e homicídios de trabalhadores, atendimento psicológico, acompanhamento e contenção; fronteiras seguras e políticas adotadas para tais regiões de países. Esperamos que, ao final desta série de webinars, o conhecimento dos cidadãos sobre o assunto tenha sido enriquecido; portanto, continuaremos aguardando a discussão dos temas nos próximos meses, a fim de mantê-los mais e melhor informados.

"Nos próximos dias os debates ou palestras
via web abordarão temas de interesse geral
e particular aos protagonistas
que executam as políticas de segurança"


Richar Enry Ferreira

Para leer en español AQUÍ AGENCIA del Plata

Acesse o webinario na integra AQUÍ




sexta-feira, 16 de julho de 2021

NOVOS DESAFIOS

 Sociedad Latinoamericana Segura

segurança publica, America, seguridad publica, segura, policia, derechos, seguridad, segurnaça

Há poucos dias fui convidado para realizar uma série de palestras, que serão transmitidas no canal do @GRUPOAméricaSegura, e que versarão sobre um tema com o que já estou relacionado há muitos anos e não poderia recusar.

É uma honra para mim poder reencontrar por este meio grandes pessoas que tive o prazer de conhecer em algum momento, mas é especialmente um privilégio estar a cargo da organização e divulgação destes eventos, com uma série de painéis de destacados líderes de reconhecida trajetória no assunto.

Espero que estes sejam da máxima produtividade e que no final da série a avaliação seja extremamente positiva.

Deixo o convite ...

Richar Enry Ferreira

quinta-feira, 18 de março de 2021

Sociedad activa y viva

Últimamente una cuestión complicada ronda mi cabeza, y aunque parezca difícil intentaré transmitirla -no exenta de limitaciones-, y así tal vez, juntos, logremos entender cuando nos paralizaron, cuando nos mataron.



Hace algún tiempo dirijo un auto bastante moderno, semi-electrónico, por lo que cierto día determinadas fallas me obligaron a llevarlo al mecánico para una revisión detallada, temiendo lo peor (porque soy algo conservador, ya que prefiero los coches más antiguos), la solución resultó simple, se cambió una pieza -lo que llaman sensor electrónico-, el trabajador cobró su trabajo, además del valor de la pieza, y el auto salió funcionando; tiempo después las fallas volvieron a reaparecer, pero, al encontrarme en otra ciudad un mecánico distinto debió atender la emergencia, y o sorpresa desagradable, descubrimos que el origen del problema era la misma pieza que el “mecánico de cabecera” decía haber cambiado, a ojos vista estaba deteriorada y dañada, no era nueva. Resulta indescriptible la indignación y la impotencia que sentí al verme engañado por alguien en quien deposité toda la confianza, para cuidar de un bien materia que costó mucho dinero de trabajo, ahorro y esfuerzo, y que además es muy necesario para la movilidad familiar y personal.

Sabido es que hace décadas –aceleradamente desde la Crisis del ´29- el mundo que conocemos no solo se a cosificado, como decía MARIO VARGAS LLOSA, sino que, ha monetizado todas y cada una de las cosas que nos rodean, al punto tal de que nos pagan por hijo, pagamos por tener miles de “amigos”, nos cobran por enseñarnos, por darnos salud, por tener diversión, y hasta por comunicarnos, entre muchas cosas más que no necesito detallar porque cada uno las conoce. Ahora, como se entiende el nivel de agresividad y violencia de algunos en destratar, descalificar y denigrar a quienes piensan y viven distinto y se niegan a ser “objetivados” o “mercantilizados”; hasta no hace mucho nos escandalizaba la violencia en el deporte, el racismo y los crímenes contra las mujeres, pero resulta que ahora no nos escandaliza para nada que se hostigue en las redes, o peor aún, se incentiva por parte de líderes que ni yo ni usted los elegimos y desde organizaciones supranacionales, la desenfrenada señalización policial de quienes se niegan a ser y hacer lo que las mayorías hacen y dicen, como si ser diferente no hubiera sido el estado original de cualquier civilización. ¿No será que amparado en la idea del miedo nos están queriendo vender algo que no necesitamos comprar, una educación que no deseamos, una salud que no necesitamos o una seguridad que no pedimos, solo porque esas son COSAS que dan LUCRO para algunos que no somos la mayoría, esa que la democracia respeta y tanto considera?

Como vimos en el transcurso de la historia ya sabemos como acaban las comunidades que han intentado aplicar ideologías monopólicas, que han intentado imponer conductas generalizadoras basadas en un dogma o creencia única como cierta, acaban con atentados, guerras mundiales y masacres humanas, porque es sinónimo de intolerancia y soberbia humana igualar e imponer a diversos seres vivos únicos e irrepetibles más estandarizaciones que con las que ya nos someten desde hace mucho tiempo.

Para con los medios, sigue vigente la discusión y permanente incógnita de si algunos son periodistas independientes, son militante de una ideología o acaso son solo mercenario, que a cambio del vil dinero delinean día a día lo que comunicar y a eso llaman informar, como si los demás temas de interés general pudieran ser invisibilizados y así como por arte de magia, vayan a desaparecer para sus empresarios financistas.

Siento que en temas de actualidad algunos actores, tales como los medios –tradicionales y modernos, entiéndase canales de TV, diario y redes-, y hasta “influencers digitales”, están haciendo lo mismo que el “mecánico de cabecera”, y dentro de un tiempo –no sé si cinco, diez o veinte años- nuestros hijos o nietos van a llegar a descubrir la verdad de lo que nos han relatado de forma engañosa y nos desinforman, o peor aun, que es lo que nos esconden y se niegan a decirnos subinformandonos, tal como lo explicaba GIOVANNI SARTORI. Es más, no veo el mismo interés y devoción por buscar la verdad detrás de los verdaderos índice de suicidios, del creciente consumo de drogas –blandas o duras-, de la depresión angustia y estrés en que vive gran parte de la sociedad, porque la gente se sigue muriendo, y si no es se mata por el futbol, por la religión o la política.

En los diversos estudios que he realizado, aprendí que la mención de una palabra determinada leída por los algoritmos de la red global y con cada mención, genera una cantidad de dinero por derivación de palabras claves; esto viene a colación de términos que hace un año atrás no eran pronunciados y hoy son parte rutinaria de la mayoría de los medios y redes sociales, por decena y hasta centena de menciones diarias. Esto me trae a colación un lejano recuerdo de mi experiencia en un medio, cuando en la filmación de un lugar surgía el anuncio publicitario de una empresa, se nos indicaba deformarlo o borrarlo porque el mismo no pagaba publicidad y no se le iba a dar difusión de forma gratuita; a contrario censu, no quiero ni imaginar cuantos ríos de dólares están corriendo por detrás de cada medio, dólares que no llegan a los usuarios o consumidores de los medios, solo por mencionar esos grandes comercios de la industria farmacéutica, que hoy nos pintan como altruistas, bondadosos y desinteresados, que solo quieren cuidar de nuestras vidas, pero que se niegan a firmar un término de responsabilidad legal.

De todo lo expuesto solo puedo concluir que se nos está imponiendo una lógica PESIMISTA, que no es nueva, que ya la vivimos cuando los ahorros de los bancos se fugaban en manos de buitres banqueros, cuando asaltaban cajeros todos los días, o cuando nuestras calificaciones de las pruebas internacionales de educación eran lamentables; nos quieren hacer creer que estamos en la ruina, que no hay otra alternativa, que estamos perdidos y que como decía JORGE TRAVERSO “Así está el mundo amigos”. No se ustedes, pero yo me niego a aceptar dicho pesimismo, me niego a adoptar determinadas conductas como naturales, a someterme a determinadas prácticas porque “es lo que hay valor”, y que vamos a hacer si no queda otra.

La rebeldía de unos pocos fue la que dio origen al descubrimiento de nuevos mundos, la convicción de las ideas que defendían otros fue la que forjó la patria y la valentía diaria de mi familia fue la que me enseño que las cosas que se entienden como equivocadas no se aceptan sumisamente, sino que se cambian para VIVIR con paz personal y en LIBERTAD.

Richar Enry Ferreira

sábado, 5 de dezembro de 2020

SOCIEDAD PENSANTE

Es tan preocupante el número de quienes pierden su vida a causa o por consecuencia del virus, como la cantidad de gente que ingresa en la zona de vulnerabilidad social.


Durante estos días venimos siguiendo momento a momento, como si fuera un campeonato mundial de fútbol, cifras, números y conceptos aislados que no representan nada en el universo global, conformado por causas de muerte con motivos previsibles por los que la gente no hace nada para evitar. 

¿Por qué dejamos de hablar del SIDA, porqué dejamos de hablar del consumo problemático de drogas, porqué nadie más habla de los homicidios, que se siguen sucediendo -especialmente el de los trabajadores de la seguridad pública (entre 6 y 8 muertos por año), un índice que no se logra revertir y que acompasa la realidad de la región (entre 0,17 y 0,22 c/100 mil hab.)-, ni de todo el daño en las víctimas que los delitos dejan tras de sí? 

Peor aún: seguimos sin resolver el problema de los crecientes suicidios, números desdibujados por intereses políticos, que no arrojan claridad ni mucho menos veracidad como para poder adoptar medidas que reviertan tan duro flagelo (falsos positivos y falsos negativos), que ataca silenciosamente a personas de todos los estratos sociales, configuraciones familiares o franja etaria. 

Es más, ningún médico nos dice cuántas personas pierden sus vidas por mala praxis, ningún integrante del gobierno nos cuenta cuántas personas fallecieron por virus intrahospitalarios en razón de una internación o simple consulta en un centro de asistencia de salud, ni mucho menos encuentro algún medio que informe cuántas personas requieren atención psiquiátrica debido al estrés, la angustia y la depresión que todo el actual escenario causa.

Pareciera que las enfermedades en el mundo, que las desgracias o las malas noticias tienen “una moda”, tendencia ésta determinada por otros intereses que a menudo se alejan mucho de la salud o del bienestar de la población; tal es así, que ante la noticia de que Francia liberaría a la población para que empezara a regresar a la normalidad, la recomendación de la OMS fué "deben invertir más en salud", mientras por otro lado advierte que esto  no va a cabar más. 

Entonces aquí es donde se nos plantea el desafío de parar –y no porque se pretenda negar la existencia del Covid, o porque se busquen conspiraciones farmaceuticas y de los empresarios de los laboratorios-,  parar, pensar y preguntarse: ¿es todo lo que veo tal como me lo cuentan? ¿Cuánto depende de mí el reducir los contagios, y cuánto depende del interés de otros en aumentar la cantidad de test para elevar el índice? ¿Debo preocuparme por evitar la interrelación social para impedir el contagio y así reducir la probabilidad de comorbilidad, o es más preocupante la certeza laboral luego de la “cuarentena” de 14 días, meses en seguro de desempleo y empresas que cierran por falta de viabilidad…? 

Parece no existir una respuestas, sólo muchas dudas y la invitación a seguir cuidándose, minimizando las posibilidades de contagio y viviendo sin miedo, porque si una cosa debilita a los pueblos es el miedo –basta recordar al Cid, en ese relato épico según el cual el caballero derrotó a las huestes del rey moro Búcar que atacaban Valencia, después de muerto, amarrado a la montura de su caballo-.

Richar Ferreira

terça-feira, 17 de novembro de 2020

SOCIEDAD COMPLICE

"Cada pueblo tiene el gobierno que se merece", es así...


Las elecciones Municipales realizadas en los últimos tiempos –tanto en Uruguay como en Brasil- nos han planteado una vez más un cuestionamiento que las civilizaciones occidentales arrastramos hace varios siglos: la DEMOCRACIA, ¿es elegir y ser elegido? ¿Es sufragar o votar cada cinco años? ¿Es elegir al menos malo o al que más me conviene? ¿O ES MÁS QUE ESO…? 


Se nos enseñó y lo enseñábamos en nuestras épocas de docente, que el origen etimológico de la palabra era griego, que significaba “gobierno del pueblo” o “popular” y que en sus inicios (S. VI a.C.) la democracia no era como la conocemos hoy día, ya que las mujeres, los esclavos y los extranjeros no podían votar, y la asamblea de ciudadanos sólo la integraban unos pocos; por lo tanto, si ya desde sus orígenes, el nombre “democracia” resultaba ambiciosos o falaz, ¿cómo podemos creer que si no hacemos nada por cuatro o cinco años, la “democracia moderna” va a funcionar como era el ideal ateniense? 

Analizando algunas realidades de la región y recordando las palabras de George Orwell: "Un pueblo que elige corruptos, impostores, ladrones y traidores, no es víctima, es cómplice"; ¿qué es lo que hace que estas palabras nos resulten tan actuales, a pesar de que fueron escritas y transmiten una visión de principios del siglo XX?. ¿No será que las sociedades modernas aún no hemos aprendido que la responsabilidad la tienen los pueblos sobre su propio presente y futuro?. ¿Cómo es que un escritor y periodista pudo comprender eso hace más de 150 años, y nosotros aún hoy día seguimos creyendo en un mesías o mahdi (salvador en el que creen cristianos y musulmanes)? 

Por lo tanto, considero que tal vez sea oportuno cuestionarnos si de verdad existen ciudadanos víctimas, rehenes o “pobres de mí”, y empezar a preguntarnos cuanto hicieron/hicimos/hice por ser gobierno de mi presente y futuro, cuánto tiempo dediqué cuidar de mis intereses (no sólo de lo que me da dinero), de aquello que ahora digo y creo que me importa, de lo que ahora motiva mi molestia o queja contra el otro u otros? 

En nuestra sociedad, en las asociaciones civiles, barriales, municipales y hasta estatales, no hay victimarios, autores, o acusados de acciones que nos perjudican, nos avergüenzan, o deploramos; HAY PERSONAS, que por su disposición para ocupar ese lugar, con sus defectos y virtudes, están allí PORQUE ALGUIEN LOS ELIGIÓ, porque los ciudadanos, mujeres/hombres/lgbt, negros/blancos/aborígenes, todos los ciudadanos legales habilitados para votar -porque eso sí, ahora todos tienen derecho y ninguno puede decir que no puede participar- TODOS PUEDEN ELEGIR, aunque no todos podemos ser elegidos. 

En conclusión, creo que podemos ser demócratas de verdad y participar todos los días, ya no cada 4 o 5 años, o podemos optar por descreer de este sistema de construcción de gobierno y omitir la faceta política de nuestras vidas y vivir en paz, sin quejas, ni acusaciones, sin insultos ni reclamos, RESPONSABLES DE NOSOTROS MISMOS, CONSCIENTES DE NUESTRA REALIDAD Y CONSTRUYÉNDOLA A DIARIO, con nuestras ideas, con nuestros aportes y con nuestras acciones.

Richar Ferreira


sexta-feira, 10 de julho de 2020

HACIENDO MEMORIA

Muchos años y tantas cosas vividas, 24 y 12.




El pasado 5 de julio se cumplieron 24 años de mi ingreso al Instituto policial, junto a otra veintena de personas, unos que ya no están en este mundo y otros que han dejado la fuerza, los menos por voluntad propia, por acción externa los más.

Pero los años pasan y la evaluaciones llegan: año y medio en Seccional 16 (Rural), año y medio en Seccional 1era, seis años en Administración de Jefatura y un año y poco más entre la Seccional 6ta y 11ra. de la Jefatura de Policía de Cerro Largo. Luego vinieron años interesantes en la capital (Montevideo), Seccional 13ra. y 8va., desde patrullaje a pie, pasé por móviles, oficinas jurídicas, policía comunitaria, y todas ellas dejaron sus enseñanzas.

Hace tiempo he dedicado mis energías y trabajos a la lucha sindical, convencido de que el sindicalismo es la herramienta que los trabajadores policiales deben tener y defender, para hacer valer sus derechos, para reivindicar lo que sienten que se merecen y lo que la norma habilita pero los intereses ajenos y de terceros no permiten que ejerzan, por ejemplo en el área de la salud laboral, especialmente en el interior del país, donde las Jefaturas más se parecen más a un "Feudo" manipulado por un semi-dios impune, que a una Jefatura Política de Policía.









Vi a muchos hombres fuertes llorar por injusticias cometidas por el sistema (enviándolos a cárceles de máxima seguridad por defender el derecho a agremiarse); vi a otros llorar sepultando a su compañero asesinado cobardemente de un disparo en la cabeza (caso Oseas Pintos, donde el autor del ingreso a la cárcel del arma que le dio muerte permanece impune, y nadie dice nada); me tocó estar con otros en el Juzgado, acusados de asesinar (cuando lo único que hicieron fue defender su vida y la de su compañero). Marché con miles que reclamaban por el pago de sus haberes, cuando el gobierno de Rio Grande del Sur parcelaba y atrasaba los salarios públicos; estuve con compañeros del interior que volando de fiebre y con tremendo malestar no eran atendidos por Sanidad Policial sólo por ser del interior y no contar con la debida cobertura en la capital; ví padres del interior alegrarse porque sus hijos ahora podían tener un lugar donde alojarse con seguridad y a muy bajo costo en Montevideo (cuando junto a Etchepare y Pina creamos el Residencial Estudiantil para familiares de policías); también fui expulsado de dependencias policiales por informar y asesorar a colegas, denuncié e informé en la prensa cientos de veces (incluso a precio de haber sido solicitada mi destitución de la Fuerza por parte de un jerarca), vi corrupción y corruptos ir y venir, certeza de la impunidad absoluta y complicidad de muchos, incluso de la propia Dirección de Asuntos Internos.

Muchos años pasaron y sé que todo no ha sido en vano; sin sanciones graves, sumarios o procesos y sin ser un "Super Policía", hice mi trabajo y ayude a otros a realizarlo de la mejor forma, dando todo. Internacionalizar la lucha por la defensa de los derechos y las libertades ha sido mi objetivo en estos últimos años, y por eso llegué hasta lugares donde nunca hubiera imaginado... El que entendió que solo juntos y unidos se sale adelante, bien; el que no lo entendió y antepuso otros intereses, lo lamento; hice amigos y enemigos, los primeros menos que los segundos.

Pero lo más importante que siento haber logrado, ha sido la democratización de la discusión en temas de seguridad pública y ciudadana; haber entendido que así como nuestra patronal no lo sabe todo, nosotros los trabajadores, tampoco sabíamos todo, y para eso necesitábamos nutrirnos de los conocimientos técnicos y teóricos, para que junto con nuestra sapiencia pragmática, derivada de la labor de combate al delito y lucha por la seguridad, pudiéramos conformar saberes que le aportaran transformaciones beneficiosas a la población en general.



No creo que sea momento de medir logros; sólo puedo decir que no es fácil, no es fácil avanzar, no es fácil evolucionar, porque los intereses políticos se imponen, porque las voluntades del corporativismo de la oficialidad muchas veces no lo permite, o simplemente porque no estamos preparados para cambiar, para asumir determinadas responsabilidades y evolucionar, los otros ni nosotros. La vida sigue y veremos qué nos depara el mañana, pero hasta hoy hemos sabido cumplir. Que podríamos haber hecho más y mejores cosas, sí es cierto; pero también es verdad que podríamos haber sido muchos más los que dábamos la pelea: la comodidad nos ha ganado, la apatía nos ha superado y la indefensión aprendida nos derrotó.

Salú Policía Nacional, salú movimiento sindical latinoamericano y del mundo, juntos podemos!

NOS ESTÁ VENCIDO EL QUE PELEA, FUERZA Y POR MUCHOS AÑOS MÁS!!!







Richar Ferreira

sexta-feira, 12 de junho de 2020

CAOS SOCIAL Y SEGURIDAD TERAPÉUTICA

El asesinato de George Floy y una análisis a la distancia del complejo tema

Últimamente mucha gente está preocupada, y para algunas es muy difícil entender o encontrar una razón por la cual en la sociedad moderna, o pos-moderna actual, existen tantos actos de racismo, violencia familiar y crímenes sexuales como nunca se vio antes. 

De hecho, de lo que si estamos seguros es que El mundo está experimentando una creciente tasa de violencia, agresión y maldad por parte de las personas a nivel global, por ejemplo: A) Un niño de 9 años es asesinado por la madre, la cual ya le había cortado el pene un años atrás (1), en Brasil; B) Entre abril y julio, policías y pandillas armadas a favor del gobierno cometieron abusos generalizados contra los manifestantes que en la mayoría estaban desarmados. Esos abusos incluían ejecuciones extrajudiciales, en Nicaragua (2); C) Un hombre es preso por dirigir ebrio en Renca, Chile, fue retirado de la van policial, atacado por tres policías que lo golpearon con los puños y punta pies en diferentes partes del cuerpo, incluyendo la cabeza. (3); D) Murió sofocado por los guardias de un shopping un hombre que pasó seis minutos pidiendo ayuda, en Paysandú, Uruguay. (4); E) George Floyd muere “durante una detención policial”, según los policías, “el parecía intoxicado”, según la versión oficial de la Policía, el hombre resistió, y en un video de 10 minutos filmado por un testigo, un policía mantiene a Floyd en el piso, que, a cierta altura, dice: “No me mate”. (5) 

Claramente este último hecho no es un caso aislado en los Estados Unidos ni en el mundo, y hasta podría decir que no es una question de raza, religión, sexo, edad, filosofía política o condición económica, han sido parte de nuestra civilización… “La violencia no ha sido ajena a los procesos de cotidianidad o transformación social de América Latina: violenta fue la conquista, violento el esclavismo, violenta la independencia, violentos los procesos de apropiación de las tierras y de expropiación de los excedentes. Pero en la actualidad hablamos de un proceso distinto, singular, y que se refiere a la violencia delincuencial y urbana.”(6) , pero que también podrían representar una continuidad de esas luchas antiguas por libertad, independencia y propiedad. 

En verdad, la violencia hoy nos parece más próxima que antes, y eso tal vez se deba a la presencia de los medios actualmente en nuestras vidas, las redes sociales y muchos medios de prensa –que no solo naturalizan, sino que también nos bombardean en nuestras casas y en nuestros celulares con una violencia excesiva, que a veces hasta pretenden justificar- , amparados en el espiral de la comunicación, protegidos por el anonimato, aceleradamente, por el inmediatismo moderno, promueven actos y prácticas que no son adecuadas, que revitalizan y exaltan el odio y las formas violentas de coexistencia. 

Ante una realidad tan dura, la humanidad parece hoy estar cambiando su manera de ver las desigualdades y ha salido a las calles a exigir el fin de ciertas prácticas tradicionalmente violentas, pensando que si ciertas formas de tratar a los otros siempre existieron, ahora esto tiene que cambiar. Pienso que el mundo moderno ha reinterpretado el concepto de la lucha social y analiza: “¿qué significa reivindicar derechos cuando no se tiene ninguno? Significa traducir al lenguaje dominante, pero no para ratificar su poder, sino para ponerlo en evidencia y resistir a su violencia diaria y para encontrar el lenguaje a través del cual reivindicar los derechos a los que uno no tiene todavía derecho.” (7), porque aunque parezca mentira, aún existen personas que sienten que no tienen derechos y por eso piden el fin de la opresión que los reprime.” 

Es responsabilidad de todos nosotros, por medio de los gobiernos de los Estados, que los legitimamos para el uso racional , progresivo y proporcional de la fuerza pública para darnos seguridad, en principio –sin distinción de raza, genero, edad, clase social, ideología, religión o cualquier otra diferencia personal-, para el libre ejercicio de nuestros derechos como persona, preservando la libertad de todos a cualquier costo, hasta de exigir de ellos un cambio en los paradigmas que consagran y preservan el autoritarismo de la fuerza por encima de la dignidad humana, de la razón y de la propia vida: “Combatir y controlar la violencia no figura como tarea prioritaria en sus estrategias, ni se han desarrollado esquemas de política activa más allá de las intervenciones policiales y judiciales tradicionales… y sus posibilidades de control ayudan a explicar la pobre respuesta de los gobiernos y de sus instituciones a un problema tan delicado y de tanta trascendencia.” (8) 

En resumen, debemos empezar a prestar atención a nuestros verdaderos deseos, medir la incidencia psicofisiológica del entorno en nuestras actitudes, y reflexionar sobre los cambios en nuestros comportamientos, y cuestionar cuanto es influencia de los medios sobre cada uno de nosotros (tradicionales y modernos), tanto a corto como a largo plazo; necesitamos pensar si discriminar, descalificar, degradar y humillar a los diferentes es la mejor manera de enfrentar las diferencias, o tendremos que asumir que las mejores personas son aquellas que sacan provecho de las diferencias y de la complementariedad; finalmente tendremos que preguntarnos si someternos a grupo de poder no legítimos es lo correcto, o es necesario generar nuevos espacios de participación a fin de dejar de conservar esos regímenes de poder y de dominación sexual, de genero, familiar, laboral, política y hasta policial, que no solo motivan la violencia social, sino que muchas veces preservan, para legitimar su existencia y autoridad mal interpretada, PORQUE LA VIOLENCIA ES VIOLENCIA, NO IMPORTA DE DONDE VIENE, PORQUE SE IMPONE O QUIEN LA IMPONE.

Richar Enry Ferreira
Referencias:
6 – La nueva violencia urbana de América Latina – Roberto Briseño-León / Revista DOSSIÊ de Sociología, ano 4, nº 8, jul/dez 2002, p.34-51, Porto Alegre, Brasil.
7 - PERFORMATIVIDAD, PRECARIEDAD Y POLÍTICAS SEXUALES - Judith Butler / AIBR. Revista de Antropología Iberoamericana, Volumen 4, Número 3. Septiembre-Diciembre 2009. Pp. 321-336, Madrid.
8 -Violencia en América Latina Epidemiología y Costos - Juan Luis Londoño y Rodrigo Guerrero / Red de Centros de Investigación de la Oficina del Economista Jefe (BID) Documento de Trabajo R-375, Agosto 1999.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

EL PROBLEMA , ES EL PROBLEMA

Violencia gratuita, la punta del iceberg


   Una reflexión que no tiene nada que ver con lo que a diario suelo tratar, quiero referirme a los hechos de público conocimiento y de repercusión masiva, que es la discriminación o mejor dicho el destrato, el agravio, el desprecio de algunos, entre ellos “comunicadores” o “formadores de opinión”.

   El problema NO SOLO es global, porque el exceso de unos mató a un hombre de raza negra en EUA, tampoco lo es porque en Rusia se envió a presión a un gay, el problema es nuestro, es de toda la humanidad, DE AQUÍ Y DE ALLÁ. Que se trate sobre la triste práctica del suicidio en Rocha, que se observe la presencia de una funcionaria de la Guardia Republicana de baja estatura en una formación policial, o que sea curiosa para algunos la forma que viven, hablan o se expresan los riverenses, eso no es problema porque es parte de la diversidad natural, EL PROBLEMA ES EL DESPRECIO POR EL OTRO DIFERENTE.

   Eso es lo triste y lamentable que nos toca vivir hoy, esa sensación de que COMO NO SE ES IGUAL AL OTRO, si no se parece con la generalidad de las personas que se conocen, ESO YA LE OTROGA PODER A ALGUNOS PARA DESCALIFICAR, MENOSPRECIAR, DEGRADAR Y HUMILLAR A LOS OTROS, al punto de causarle la muerte, y esto vale para el ámbito social, deportivo, político, religioso, racial, genérico, barrial, etc. etc.

   Obviamente que esto no se debe a un solo motivo, sin dudas es multicausal y como siempre empieza en casa y sigue en la “educación formal”, que en vez de incluir a los diversos los castiga porque no son funcionales al sistema y no alcanzan los niveles de exigencia, igual que los demás en determinadas áreas curriculares, o si no, los benefician para que se sientan menos que los demás, tratándolos como necesitados de una compensaciones extraordinarias, que los demás no las tienen, para ser ellos mismos y reivindicar los derechos y libertades que como personas son dignos de gozar.

   Aquí no voy a hacer una reivindicación por un tipo de diferencia ni voy a panfletar a favor de ninguna minoría, todo lo contrario, voy a exaltar esas diferencias, porque gracias a esas es que las sociedades crecen, avanzan y se superan; y el problema no es la discriminación, SINO LA MALDAD INTRINSECA CON QUE SE DISCRIMINA, LA SOBERBIA CON QUE SE REFIEREN A LOS OTROS, LA VIOLENCIA Y AGRESIVIDAD CON QUE INTEREACTÚAN CON LOS DEMÁS, y esto no se resume a los comunicadores –que hoy están en boca de todos a nivel nacional- alcanza a las más altas esferas de poder que no solo se descalifican entre si ante una cámara o un micrófono, sino que llega a los que sintiéndose con el poder y el derecho de sustraer, agredir y matar se dedican a delinquir en vez de trabajar, porque LA VIOLENCIA, ES VIOLENCIA, no importa de quien venga ni a quien vaya.

   SIEMPRE HAY TIEMPO DE FRENAR NUESTRA LENGUA, DE PARAR Y CAMBIAR, depende de cada uno de nosotros no escuchar un programa de radio o ver un programa de televisión por la violencia expresa hacia alguna minoría afectada, depende de cada empresario no publicitar ni financiar dicho tipo de prácticas, depende de vos y de mi no aplaudir a esos líderes que insultan y encuentran alguna gracias en sus términos soeces para con los demás que no piensan o viven igual que ellos, depende de todos nosotros no callar más esas humillaciones del tipo que sea y en el espacio que sea que ocurran, DEPENDE DE QUE LA GRITES CON FUERZA, DE QUE LOS EXPONGAS, DE QUE LOS DENUNCIES, sino, solo serás un cómplice más, sin valor, sin importancia ni aprecio por tu propia vida ni por la de los demás, PORQUE LOS QUE NOS SOSTIENE SON LAS DIFERENCIAS, LA EQUIDAD Y LA COMPLEMENTARIEDAD

Richar Ferreira

(humor es Landriscina, lo era Decalegron o Telecataplum)

#violencia #agresividad #inseguridad